Nesta última quarta-feira (27/11), a Rede Nossa São Paulo lançou o Mapa da Desigualdade de São Paulo 2024 no Centro de Pesquisa e Formação do Sesc. Com 10 indicadores de 96 distritos da capital paulista, o estudo avalia: saúde, habitação, trabalho e renda, mobilidade, direitos humanos, cultura, esportes, infraestrutura digital, segurança pública e meio ambiente.
O levantamento traz a oferta de serviços e infraestrutura urbana em cada distrito da cidade, com dados para comprovar a qualidade de vida da população nessas regiões. Nesta edição, o estudo contou com uma série histórica do indicador Idade Média ao Morrer, com dados de 2006 a 2023. Essa análise traz uma evolução da média geral da cidade e os dados dos distritos com melhor e pior desempenho: Alto de Pinheiros (82 anos) e Anhanguera (58 anos). Na média geral, os moradores da capital vivem seis anos a mais do que há 17 anos.
Outros dados relevantes do estudo:
– A proporção estimada de domicílios em favelas em relação ao total de domicílios: 10 distritos não possuem nenhum domicílio em favela (Alto de Pinheiros, Perdizes, Jardim Paulista, Moema, Bela Vista, Sé, República, Consolação, Cambuci e Bom Retiro). Já Vila Andrade possui 35% dos domicílios.
– O tempo médio de deslocamento por transporte público: calculado em minutos no pico da manhã – uma média ponderada do tempo de viagem estimado das viagens feitas pelos usuários em cada distrito: 25 minutos em Pinheiros e 71 minutos em Marsilac.
– Equipamentos públicos de cultura: proporção de equipamentos públicos de cultura (municipais) para cada cem mil habitantes por distrito: República com 25% e 0% em Jaguara, Belém, Jardim Paulista, Barra Funda, Campo Grande, Vila Leopoldina, Jaguaré, Saúde, Perdizes, Santa Cecília, Cambuci, Campo Belo, Ponte Rasa,
Vila Andrade, Vila Sônia, Aricanduva, Vila Medeiros, Cidade Dutra, Brás, Rio Pequeno, Marsilac, Iguatemi, Vila Matilde e Pedreira.